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Comércio de animais de estimação: crianças podem ajudar a torná-lo mais humano!

Foto de 9744413@N07, licenciada por Creative CommonsOlá pessoal,

Hoje concluiremos a história do Nemo e vamos descobrir que a sorte bate na porta de muitos animais.

Nemo está bem e feliz com seu aquário de luxo. Tudo de desenvolveu conforme o previsto. Eu e minha mulher cuidamos dele e as crianças de vez em quando dão uma espiada. Coitado? Não, com certeza não. Se, por um lado, as crianças não lhe dão atenção, por outro nós fornecemos dois itens muito importantes: a segurança e o alimento, muitas vezes ausentes nas vidas dos animais selvagens. Bom, avaliar se a liberdade é mais importante do que a segurança é uma questão filosófica, não é verdade? Vamos voltar a este assunto em alguns meses.

É fato que o mercado de animais de estimação existe e provavelmente não acabará. Que tal, então, torná-lo mais humano e justo? Talvez, uma boa opção seja desviarmos um pouco o olhar para os animais de doação. Aqueles que não têm uma família e não podem ser comercializados.

Uma história muito legal aconteceu com uma colega minha (nomes alterados, ok?), a Bia, que estava fazendo estágio em uma clínica de um colega, quando chegou um taxista com um filhote de cão que estava abandonado em seu condomínio. Não podendo ajudar, o colega o dispensou, com instruções para procurar outra solução. Porém, ao retornar para dentro da clínica e contar a situação, ouviu de Bia que havia um interesse em levar um cão para a avó de outra amiga, para tomar conta de um quintal. Como o taxista ainda não havia saído, Bia conseguiu pegar o cão. Levou-o para casa com intenção de tratá-lo antes da doação, pois estava com sarna e vermes. Antes, porém, passou na casa de um amigo para jantar. Altas horas da noite, este amigo soube que havia um filhote no carro, aguardando o final do jantar. Foi vê-lo, se apaixonou na mesma hora e não permitiu que ele fosse para a tal casa da avó. Resumo da história: este filhote agora é um belo mestiço de Pastor Alemão, mora em outro país, chama-se Buddy, tem "personal trainer" e passeador e recebe todos os carinhos do seu proprietário, importante executivo internacional.

Nada mal, considerando as perspectivas apontadas pela sua infância. Sorte é sorte. Até mesmo para os animais.

Um abraço e até o próximo mês!

Ragnar Franco Schamall é médico veterinário de pequenos animais, formado pela UFV, Mestre em cirurgia pela Faculdade de Medicina da UFRJ e especializado em neurologia de cães e gatos. É proprietário da Veterinária Petrópolis (Petrópolis, RJ).

Fonte: a foto desta matéria vem do site http://animalphotos.info/, que traz várias ótimas fotos de animais, todas licenciadas em Creative Commons, ou seja, você pode usá-las dando o crédito. Veja mais no site!

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